Quem vive em Santa Isabel a mais de duas décadas certamente conheceu a Praça da Bandeira “aberta”, com vias de circulação em seus quatro lados, numa época em que ainda era permitido o estacionamento de veículos, inclusive defronte ao Grand Hotel, mais tarde transformado num prédio de escritórios. Não conseguimos registros de reforma realizada em 2008, quando duas vias foram fechadas e ali foram construídos os quiosques. Em março de 2025 a praça foi reinaugurada, ganhando mais bancos, agora com encostos para oferecer mais conforto aos que li passam o tempo. A grande novidade foi a abertura de uma ruela cruzando a praça na direção do Fórum, interditada com frequência para outras finalidades.
Melhorando para pior
O maior problema da Praça da Bandeira é o fato de não haver na cidade um local adequado para pequenos eventos, convivência comunitária e lazer. Fora a Expobel, ampliada e transferida este ano para o pátio de estacionamento do terminal rodoviário, tudo acontece ali. O coreto é ali, os quiosques (mesmo não utilizados) ficam ali, os desocupados também; as campanhas de saúde são feitas ali, a feira gastronômica acontece ali nas noites das sextas-feiras, interrompendo o trânsito de quem vem pela rua João Pessoa para acessar a Avenida Manoel Ferraz de Campos Salles e criando um tumulto na Rua Quinze de Novembro exatamente na hora do rush. E há quem deseje que isso se repita aos sábados, dias em que a cidade recebe mais visitantes.
Os melhoramentos imaginados sempre ficaram no papel, fosse por falta de verbas ou por discordância de alguém influente, e assim a praça foi desconfigurada aos poucos, ganhando “verrugas”, assemelhando-se a uma bruxa de filmes de terror ou histórias em quadrinhos. O desastre mais recente foi a remoção de árvores enormes que sombreavam parte daquele local, o que mereceu duras críticas de muitos munícipes.


